Golpes virtuais: como identificar e se proteger das fraudes mais comuns

Golpes virtuais: como identificar e se proteger das fraudes mais comuns

Com a evolução da tecnologia e a digitalização de serviços, também cresceram os casos de fraudes virtuais — cada vez mais sofisticadas e difíceis de serem identificadas. Criminosos utilizam diversas estratégias para enganar as vítimas, muitas vezes se passando por instituições financeiras, empresas, prestadores de serviço e até órgãos públicos.

Neste artigo, explicamos como funcionam os golpes mais comuns, quais sinais de alerta observar e como adotar medidas preventivas para proteger seus dados e seu patrimônio.

Golpe do boleto falso

Um dos golpes mais recorrentes é o envio de boletos falsos. Nessa modalidade, o fraudador gera um documento visualmente idêntico ao original e o encaminha à vítima, que realiza o pagamento acreditando estar quitando uma dívida legítima. Porém, os valores são direcionados para contas de laranjas ou organizações criminosas.

Imagine que você recebe um boleto do financiamento do seu veículo por e-mail ou WhatsApp, aparentemente legítimo, com logotipo, layout e dados idênticos ao habitual. No entanto, ao pagar, o valor vai para outra conta, e a dívida permanece em aberto.

Contato falso por WhatsApp, e-mail ou telefone

Outra prática comum é o contato direto por mensagens ou ligações, onde os criminosos se passam por representantes de bancos, operadoras de cartão, plataformas de negociação ou empresas conhecidas. Geralmente alegam a existência de uma pendência, desconto relâmpago, renegociação de dívida ou problema de segurança com sua conta.

O objetivo é coletar dados pessoais e bancários, como CPF, senhas, número do cartão, ou convencer a vítima a realizar uma transferência ou pagamento imediato.

Sites falsos e anúncios patrocinados

Uma prática mais recente envolve a criação de sites falsos, idênticos a páginas oficiais, que aparecem como anúncios patrocinados em buscadores como o Google. Com isso, mesmo quando o usuário pesquisa espontaneamente pelo nome de uma empresa confiável, pode acabar acessando uma página fraudulenta.

Dica: sempre verifique o endereço eletrônico completo do site (o domínio), e desconfie de páginas com erros ortográficos, domínios incomuns ou que solicitem dados sensíveis sem protocolo seguro (cadeado no navegador).

Golpe do falso advogado

Uma fraude cada vez mais comum, especialmente contra clientes que estão com processos judiciais em andamento, é o golpe do falso advogado. Nessa modalidade, o criminoso entra em contato com a vítima se passando por um advogado, utilizando nome e registro reais, obtidos em sites oficiais da OAB ou do próprio escritório de advocacia.

Os golpistas alegam a necessidade de pagamento urgente de custas processuais, depósitos judiciais ou honorários, e fornecem chaves Pix ou boletos falsos para o depósito dos valores. Em alguns casos, o contato é feito por meio de números falsos de WhatsApp com foto e nome do profissional verdadeiro.

Exemplo prático: uma cliente recebe uma mensagem com a foto e nome do seu advogado, informando que houve uma liberação de valores em um processo, mas que ela precisa fazer um pagamento antecipado para liberar o alvará. Ao transferir o valor, descobre que caiu em um golpe — o advogado sequer havia feito contato.

Como se proteger:

  • Confirme sempre a identidade do profissional antes de realizar qualquer pagamento;

  • Utilize os canais oficiais de comunicação do escritório (telefone fixo, e-mail institucional, site);

  • Nunca faça transferências para contas de terceiros ou chaves Pix que não estejam em nome do advogado ou do escritório;

  • Solicite uma segunda conferência diretamente com o profissional ou vá pessoalmente ao escritório em caso de dúvida.

Técnicas de engenharia social

Esses golpes se baseiam em técnicas de engenharia social, que exploram a confiança, o medo ou o senso de urgência da vítima. Frases como “pague hoje e tenha desconto”, “sua conta será bloqueada se não regularizar agora” ou “última chance de renegociar” são artifícios para apressar decisões sem verificação.

Nenhuma empresa séria exige ações imediatas sem fornecer canais oficiais de atendimento e conferência.

Como se proteger de golpes virtuais

A prevenção é a forma mais eficaz de combater esse tipo de crime. Algumas práticas fundamentais incluem:

  • Verificar sempre os dados do boleto, como nome do beneficiário, CNPJ e banco emissor;

  • Evitar clicar em links recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp, principalmente se contêm erros ou remetem a páginas suspeitas;

  • Validar boletos e dados de cobrança diretamente no site ou aplicativo oficial da empresa ou banco;

  • Ativar a verificação em duas etapas em contas bancárias, redes sociais e e-mails;

  • Manter antivírus e sistemas atualizados em todos os dispositivos;

  • Jamais fornecer dados pessoais ou bancários sem ter certeza da identidade do solicitante.

Além disso, compartilhe essas informações com familiares e amigos, especialmente com idosos, que são alvos frequentes de golpistas.

Considerações finais

É essencial adotar uma postura de vigilância constante no ambiente virtual. A rapidez das operações online exige atenção redobrada: desconfie de pressões por decisões imediatas, verifique as informações com cuidado e sempre utilize canais oficiais.

A informação e a conscientização são as melhores ferramentas de proteção contra golpes virtuais. Se você foi vítima ou identificou uma tentativa de fraude, procure orientação jurídica e registre boletim de ocorrência. A denúncia é fundamental para interromper a atuação dos criminosos e proteger outras pessoas.

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